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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Mongólia, relato e dicas de minha viagem

Dicas viajar para Mongólia

Um dos meus sonhos em termos de viagens era conhecer a Mongólia. Sonho este que eu pude realizar em Setembro de 2013. E vou compartilhar tudo desde o planejamento para ficar mais fácil para quem também quer conhecer este lugar.

Visto


Brasileiros precisam de visto para entrar na Mongólia mas no Brasil não tem embaixada ou consulado. Existem varias espalhadas pela Europa principalmente. Mas o mesmo pode ser tirado na entrada em algumas circunstancias.
Se você for querer entrar na Mongólia de trem vindo da China ou da Russia tem que tirar o visto antes. Pode ser em Pequim ou Moscou. Lembre que vai precisar de mínimo 2 dias úteis para isto.
Caso você vai com vôo você pode tirar no aeroporto mas tem que levar uma foto 3X4 e pagar a taxa de 60,00 euros. E fácil e rápido. Preenche formulário, deixe copias das reservas de tudo inclusive da passagem de saída. E tem que ter ao menos uma pagina em branco. Cuidado que eles colam até em paginas que tenham carimbo.

Como chegar a Mongólia

Existem basicamente 2 opções:

 De Trem:

Vindo da China ou da Russia.  Lembrem que os trens não são padrão Europeus. De Pequim são 36 horas aproximadamente. Da Russia depende de onde você for pegar.

De Avião

Neste caso existem muitas opções com vôos para La. Eu fui com a Aeroflot de Moscou e voltei com a Turkish ate Brasil fazendo uma scala e uma conexão.

Qual melhor época para viajar a Mongólia

O período turístico deles compreende de Maio a Outubro mas o melhor é Julho para quem quer ver os festivais e agosto o mês mais quente. Em geral Julho a Setembro são meses bons.

Relato viagem a Mongólia


A Mongólia por estar em uma região demais difícil ascesso aos Brasileiros e por ser um país que esta começando a explorar o turismo e falta estrutura ainda. Então o primeiro passo antes mesmo da viagem foi montar o roteiro. Por onde ir? Quanto tempo? Como fazer?
Existem muitos pacotes que são vendidos por agencias. Maioria de 8 a 10 dias.  Quem gosta de natureza e lugares isolados tranqüilo. Mas se você é mais urbano ideal é 3 a 4 dias interior e 2 na capital. (um na ida e outro na volta dos passeios).
Optamos (fui eu e mais 3 pessoas) por contratar serviço de uma operadora local. Com jipe com motorista. Alem de ter contratado hospedagem no interior em Gers da Mongólia.
Eu vi muitos relatos de pessoas que tiveram problemas com que pagaram antecipado o que é normal e depois chegaram e não tinha nada. Então é preciso ter muito cuidado com isto.
Sobre a Hospedagem na Capital tem muitos hotéis. È também aonde vive grande parte da população do país. A cidade eu não achei bonita. Mas esta crescendo e muito.

A chegada


Foram 6 horas de vôo de moscou para Ulaanbaatar e de La para Brasil são 11 horas de fuso. O vôo foi tranqüilo. Assim que chegamos providenciei o visto que não foi possível tirar em Moscou pois chegamos em uma quinta a noite e seria necessário 2 dias úteis para conseguir. Da entrada em um e no dia seguinte retira. Mas como não trabalham em sábado nem arisquei.
Depois que fizemos os tramites de pegar o visto ai passar carimbar passaporte pegar as malas e mochilas que já estavam sendo recolhidas pois fomos últimos ainda tinha taxista esperando para oferecer serviço. Antes de ir me ofereceram transfer por valores que achei muito caro. Uma empresa ofereceu por U$:80,00 e o hostel que ficamos ofereceu por U$:40,00. E paguei em moeda local equivalente a U$:20,00.
O transito é complicado e o que chama atenção é que as pessoas dirigem na mesma mão que nos aqui no Brasil mas muitos automóveis tem a direção invertida. Isto acontece por que são caros usados que vem do Japão. É engraçado pois você vê motoristas com direção  a direita e outros esquerda. A cidade tem poucos atrativos. O palácio do Governo, alguns museus valem a pena visita. . Eu ainda fui na agencia que eu tinha fechado conversar com eles e ver últimos detalhes da viagem do dia seguinte.

01º Dia pelo interior


Logo após café da manha partimos para o primeiro parque. Hustai. Famoso pelos cavalos brancos. ( bem quase brancos...) . Viajamos aproximadamente 100 km da capital. Demoramos mais de 1 hora para sair devido o transito.  Antes de sairmos na periferia já podemos ver os primeiros gers e alguns barracos em espécie de favela. E lamentável ver mas passou logo. Nas primeiras pastagens dava para reparar quais pertencem a estrangeiros devido as cercas e já começamos a cruzar com os primeiros rebanhos de ovelhas e cabras. E olha como tem destes. Acho que deve ter 10 animais para cada habitante.
Quando chegamos na entrada do parque ficamos hospedados em um resort de Gers. O nome resort parece que é algo luxuoso. Realmente foi o melhor Gers que ficamos mas bem simples. Banheiros externos e tinha lenha a vontade para colocar no fogão.  Depois do almoço saímos para caminhar pelas encostas de uma montanha aonde falaram que os cavalos costumam ficar naquela época.
Cada um foi caminhando no seu ritmo e a paisagem é incrível. Começamos a ver já os primeiros animais típicos da Mongólia. A Águia logo se destacou. No chão reparamos a grande quantidade de buracos que não estávamos conseguindo identificar de que animais eram. Depois de certo tempo de caminhada avistamos os cavalos mas na montanha em frente a que estávamos caminhando. Então resolvemos continuar pois as montanhas eram interligadas. E qual foi a surpresa quando chegamos ao topo da primeira e logo ao cruzar do outro lado já tinha um grupo La... foi bom mas apenas a distancia é possível ver pois quando notaram nossa presença foram embora. Depois de quase 3 horas de caminhada chegamos ao outro lado próximo de onde avistamos os primeiros cavalos a distancia. E como o vento estava a nosso favor foi possível chegar mais próximo.  
AS fotos não mostram praticamente nada do que realmente vimos. Mas o que mais nos impressionou não sei se para todos do nosso grupo mas foi o comportamento do líder do grupo que observou a nos e percebemos que se comunicou com o resto do grupo que se afastou enquanto ele ficou nos observando antes de sair.
Depois caminhamos mais uma hora e estávamos de volta aos nosso Gers.
Não é a toa o slogan que tem na Mongólia. Terra do Céu azul. Ele realmente tem uma tonalidade mais forte de azul e parece que esta muito mais próximo. Como não tem influencia de cidades a noite fica mais estrelada ainda. Mas também bem fria.

Como é um Gerd da Mongólia?


Os Gers que nos turistas usamos já vem com o sobrenome Turistick pois são adaptados para nos. No interior o que pude reparar que a grande maioria tem o seu e tudo é dentro inclusive a cozinha. No turístico que nos usamos em todos os lugares é apenas para dormir. Com uma a 4 camas dentro. Eles são revestidos com mais camadas  e ao centro tem um forno para esquentar. Em um dos gers que ficamos eles deram pouca lenha mas esquenta muito o ar dentro dele e dormimos com cobertores de lã de ovelha que esquentam muito.

Como é a comida servida nos Gers turísticos?

A comida era estilo europeu. Nada de exótico. Um pouco apimentada apenas algumas coisas. E o resto é normal.
Kharakorum antiga capital do período imperial



O segundo dia chegamos a Kharakorum foram mais algumas horas de viagem vendo paisagens e muitos cavalos que fazíamos perguntas para que tanto cavalos? Fora as ovelhas e tivemos que para quando vimos um grupo de camelos. Eu já havia visto e andado com eles no oriente médio. Mas estes com a paisagem ao fundo renderam boas fotos e uma visão incrível. Não eram selvagens pois os filhotes estavam amarados a suas mães.

Chegamos após meio dia na antiga capital. A cidade hoje tem menos de 8.000 habitante e o que restou da época apenas uma estatua que eles dizem ser uma tartaruga mas para mim não parece não. O atrativo principal é o Erderne Monastery um dos mais antigos da Mongólia. O monastério é de 1585 mas já foi destruído e o estado dele é um pouco lamentável. Podemos assistir uma cerimônia.

A região de kharakorum é a mais fértil da Mongólia mas não se vê nada de tecnologia como aqui. Tudo bem simples. Voltamos cedo ao nosso Gers que é mais simples que o da noite anterior. 
Nesta região deixamos de visitar uma cachoeira que apesar de não ser grande para os padrões do Brasil era um cartão postal da região. Isto aconteceu por que o motorista não falava inglês e havia invertido a ordem de um lugar. Mas tudo bem. 

Bulgan 3º Dia

O 03º Dia já sentido Ulaanbaatar fomos para região de Bulgan. A região é mais para parada curta mas como estávamos com tempo sobrando foi mais para descanso. Fomos as dunas de areia que são o atrativo do lugar. Subimos outra montanha esta já em um clima árido. A vista sempre impressionante e fomos a um lago aonde havia muitas aves migratórias principalmente gansos e uma família de cisnes.  Neste Gers a Lenha era bem racionada. Quando pedimos eles olharam e não gostaram. Foram La trouxeram 3 pedaços de lenha colocaram dentro e pronto mais nada. Entendo isto por que não vimos arvores na região e as pilhas de lenha eram claramente trazidas de longe.
Yaks


O retorno a Ulaanbaatar

Partimos cedo para a capital. Foram mais de 800 km que andamos e se olhar no mapa não era nada pelo tamanho do país. Já estávamos viajando a 22 dias e acho que o tempo foi suficiente. Chegamos por volta das 13:00 e fomos direto para nosso hostel e depois almoçar. Gastar o resto do dinheiro deles que não vale nada.

Ultimo dia e vôo para Brasil

Partimos cedo para o aeroporto. Demorou mais de 30 minutos e isto que o nosso motorista levou por um caminho alternativo desviando o transito. Chegamos cedo e para fazer o check inn demora para liberarem pois tem poucas opções. Somente dois vôos por vez. Mas depois passamos. E ai longos vôos até Brasil.

Visão que tive da Mongólia.

Pude conhecer um pouco apenas. Mas o que eu conheci gostei. Muitas vezes viajo para um país e falo aqui eu não preciso mais voltar. OU aqui já vi o que queria ver. Mas a Mongólia me deixou com ar de eu quero voltar. Quero conhecer mais lugares e sei exatamente os lugares que não pude ir por questão de tempo mesmo.
Se alguém quiser dica sobre a Mongólia ou quer organizar uma viagem para lá ou quer que eu acompanhe me escrevam



Jonas Schwertner